sábado, 12 de fevereiro de 2011

Inconsequência de quem vive

Inconsequência de quem vive

"Querer a verdade é confessar-se incapaz de a criar." (Friedrich Nietzsche)

O que me faz o cansaço?
Tenho a força dos meus pés
Posso andar descalço
Em cinzas às brasas podem queimar

E no encalço outro percalço
O futuro alça meus sonhos
Mas o que me lança para frente
E tenho força nos pés e meu coração está doente?

São sempre tentativas vãs
Tento entender a minha volta
E a cabeça de todo você

Tudo ao meu ver tudo ao meu poder
Tudo uma mentira tudo cem verdades
A minha cabeça nem mesmo pode me entender

O que me fez o que escolhi?
Tenho a força da minha mão
Posso andar de abraços ante a solidão
Mas nem consigo sorrir

E no percurso do meu curso
O futuro alça os meus sonhos
Mas o que me lança para frente
Se tenho forças nas mãos e meu coração está ausente?

Todos que me deixaram e todos que deixei
Tudo que acreditei e o que desacreditei
Herança da minha lembrança morreu à meia-noite

Castelinho de areia rodeado pelo mar
Atrás da linha do horizonte
Há dez virgens em um verdadeiro castelo pra se acreditar

Ao meu ver tenho poder
Sobre a mentira e tampouco a verdade
É um rio com mil margens de crochê

E no percurso do meu curso
O que me lança para frente
É a força que tenho para acreditar
Que a perfeita compreensão tem um coração incoerente

Gustavo Dib, Café. 04 de Setembro de 2010

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