sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Angústia

Gustavo Dib

Angústia

Darei um nome à angústia
Irei chamá-la de Lúcia
Para que possamos ser íntimos
Em nossas dissonantes alucinações

Minha querida Lúcia
Astuta em minha loucura
Dai-me um surto breve
E logo tenho uma bola de neve

E no calor de sua astúcia
No frigir do meu pensar
Derrete a minha forma de viver

Da luta constante
Do nosso amor dissonante
Minha querida Lúcia, meu bem-querer.

Gustavo Dib, Café. 05 de Setembro de 2010.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Vaso de valor usado

Gustavo Dib

Vaso de valor usado

O antigo vaso caiu e quebrou

espalharam-se pedacinhos no chão
vida de mágoas, vidas felizes, partiu-se o coração
no chão estava o retrato de quem o derrubou

Um retrato sem canção.
daquele vaso tão antigo
que por tanto tempo fora despercebido
agora em parte nossa recordação, levou-a consigo.

Todos choram o vaso quebrado
o mundo se volta para o coitado
era tão fino, era tão raro.

Agora virou mártir, de propósito nenhum
O pobre vaso antigo
que existiu quando partiu.

Gustavo Dib, Café. 5 de Setembro de 2010

Uma vida é pouco

Gustavo Dib
"Carpe Diem"

Uma vida é pouco
Pra quem vive muito
E pra quem tem medo
É muito, pois vive-se pouco.

Gustavo Dib, Café. 06 de Setembro de 2010.